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TERRAS DE SOL
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Maria Leonor IX
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Tornei mais tarde, depois,
já não passavam dois dias
sem nos falarmos os dois...
Quanto ao mais que se passou,
da parte dela seria
quem sabe se gratidão,
se natural simpatia:
mas, enfim, que confusão,
era uma honrada alegria
e, ao mesmo tempo, o remorso
da amargurada lembrança
que me trouxera da França
pra me ligar à Maria.
Numa tarde de calmeira
quase ao pôr do ar-do-dia ,
abeirei-me da Maria
que voltava da ribeira...
Num fogaréu vivo e quente,
o Sol despia, na Serra,
o seu capote romã,
que trazia do Nascente
desde o romper da manhã,
quando ouvi da boca dela,
a pobre história, singela,
do seu infeliz noivado;
encontraram-se na fonte
que fica perto do Monte
numa volta do caminho
entre freixos e silvados
(Deus fez aquele cantinho
prás falas dos namorados !)
e a Maria Leonor
contou-me, então, a chorar,
o que fora a despedida,
pois tudo quisera dar
como lembrança e penhor
daquela noite de amor,
que foi a noite maior
dos dias da sua vida.
Como chuva miudinha
que cai às vezes do céu,
um choro triste correu
dos olhos da pobrezinha
que um beijo de amor perdeu.
Manuel Fragoso
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