Domingo, 31 de Agosto de 2014

Boa Hora Futebol Clube

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 O primeiro nome do Clube foi BOA HORA FOOT BALL CLUB, sendo o primeiro equipamento constituido por camisa castanha com gola, algibeira e punhos brancos; a algibeira tinha bordado as letras B.H.F.C. sobre uma faixa em diagonal branca. O calção era branco e as meias pretas com canhão castanho e branco.

  Em 1920 o B.H.F.C. teve a sua primeira Sede social na Travessa do Machado, no Bairro da Ajuda e as reuniões, efectuadas à noite, eram iluminadas a candeeiro a petróleo.

  Junto do campo de Basquetebol, foi montado um palco de grandes dimensões, com a finalidade de se realizarem várias manifestações culturais, tais como: Espectaculos de Teatro, Variedades e outros. Por ali passaram as Marchas Populares de Lisboa, e, nos terrenos anexos, funcionou uma pequena Feira Popular (mais conhecida pela verbena do B.H.F.C), onde havia circo, carrosseis e barracas de diversões.

  Depois surgiram pequenos espéctaculos de Fados variados, por onde passarm nomes como: Amália RodriguesHerminia SilvaMax, Francisco JoséAlberto RibeiroHumberto Madeira,Maria da GraçaToni de MatosFernando MauricioAlfredo Marceneiro, e tantos outros, tornando-se assim esta verbena um ponto de encontro de população e, talvez, nessa época " A Maior Sala de Espéctaculos de Lisboa".

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  Entre 1913 e 1914, um grupo de jovens rapazes adeptos do Futebol, que se juntavam nas imediações da Boa-Hora na Freguesia da Ajuda, idealizavam formar uma equipa de Futebol que, mais tarde, levasse à criação de um Clube desportivo no próprio bairro. Sendo um grupo de rapazes consideravelmente jovens e em idade de prestar serviço militar, foram, entretanto, incorporados e pouco tempo depois integrados num contigente de tropas para combater na Primeira Grande Guerra. Por este motivo, só a 13 de Julho de 1918, após o seu regresso poderam formalizar a tão ambicionada ideia do nascimento desse Clube, ao qual foi dado o nome de Boa-Hora Futebol Clube.

  De inicio, constatavam 22 associados, sendo o numero suficiente para que formassem, entre si, 2 equipas que podessem treinar e jogar Futebol. Nos dois primeiros anos a equipa foi realizando diversos jogos e participou em torneios particulares; só a 3 de Janeiro é que o B.H.F.C se filiou na Associação de Futebol de Lisboa, com o objectivo de começar a competir oficialmente nos Campeonatos de Promoção e Iniciação.

  Por volta dos anos 40, a Câmara Municipal de Lisboa cedeu, a titulo precário, o terreno onde hoje está implantado o Parque Desportivo, foi construido 1 campo de basquetebol. Com isto oB.H.F.C desenvolveu a sua actividade desportiva nesta modalidade, onde atingiu um nivel de grande projecção, conquistando alguns titulos em várias categorias e classificadas como uma das melhores equipas que disputavam os respectivos campeonatos, chegando mesmo à divisão de "Honra", onde permaneceu durante anos. Por este facto, foi lhe dada a Honra de representar a nossa Cidade, jogando com uma equipa de Lourenço Marques que se deslocou a Lisboa a convite dos Organismos Oficiais.

  Mas foi na modalidade "Andebol" que o B.H.F.C conta, no seu historial, com mais titulos regionais e nacionais, além de vários troféus conquistados no País e no Estrangeiro - Espanha, França, Bélgica, Inglaterra - tendo sempre dignificado o Desporto Nacional.

  Porém, com o passar dos anos o Clube, cresceu e adoptou outras modalidades. Actualmente, oferece aos seus associados Ginásio, Ballet, Pilates, Karaté, Kick-box, Futsal e Andebol. As suas modalidades servem aos associados nas mais variadas faixas étarias, desde os 6/7 anos de idade.- (in Site B.H.F.C.)

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(Material recolhido para publicação na página-Facebook da Universidade Sénior de Alcântara, ao abrigo do artº 75 do Código do Direito do Autor)

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NelitOlivas

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Momento Poético

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Quase :

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Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...

Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num grande mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor! - quase vivido...

Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim - quase a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!

De tudo houve um começo ... e tudo errou...
- Ai a dor de ser - quase, dor sem fim...
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou...

Momentos de alma que,desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas que não fixei...

Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...

Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...

Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...

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Mário de Sá Carneiro

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(Material recolhido para publicação na página-Facebook da Universidade Sénior de Alcântara, ao abrigo do artº 75 do Código do Direito do Autor)

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NelitOlivas

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Momento Poético

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Quase :

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Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...

Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num grande mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor! - quase vivido...

Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim - quase a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!

De tudo houve um começo ... e tudo errou...
- Ai a dor de ser - quase, dor sem fim...
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou...

Momentos de alma que,desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas que não fixei...

Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...

Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...

Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...

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Mário de Sá Carneiro

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(Material recolhido para publicação na página-Facebook da Universidade Sénior de Alcântara, ao abrigo do artº 75 do Código do Direito do Autor)

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NelitOlivas

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Sábado, 30 de Agosto de 2014

Atlético Clube de Portugal

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Atlético Clube de Portugal

Atlético Clube de Portugal é um clube português, localizado na cidade de Lisboa, mais exactamente na freguesia de Alcântara. Foi fundado em 18 de Setembro de 1942 devido à fusão de 2 clubes de Alcântara e Santo Amaro, oUnião Foot-Ball Lisboa, e o Carcavelinhos Football Clube. Além do Futebol, o clube possui ainda seções de FutsalBasquetebolNataçãoGinástica e Tênis de Mesa.

Além do Futebol, o voleibol feminino destacou-se durante os anos 80. Com 3 Taças de Portugal consecutivas(1981/82, 1982/83 e 1983/84)1 e presenças na Taça dos Vencedores das Taças.

Antes da fusão, o Carcavelinhos ganhou o Campeonato de Portugal de 1927-1928.

O Atlético estreou-se oficialmente a 11 de Outubro de 1942, num jogo contra o Benfica, a contar para o Campeonato Regional de Lisboa. O Atlético perdeu esse jogo, realizado no Estádio da Tapadinha, por 1-5.

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História :

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O clube nasceu com a união de dois clubes localizados na zona de santo amaro e Alcântara - União Foot-ball Lisboa eCarcavelinhos Football Clube.

O Carcavelinhos, agremiação popular de Alcântara, à qual todo o meio operário do bairro incitava e amparava com extraordinário apego e muita dedicação nasceu a 3 de Março de 1910 por um grupo de pessoas de Santo Amaro. O clube foi inicialmente chamado Grupo dos 15, devido a quinze pessoas que estabelecem o clube.

Sob o nome de Carcavelinhos, o clube venceu o Campeonato de Portugal em 1928, seguido pela Segunda Divisão duas vezes, em 1935 e 1939. Sob o nome de União de Lisboa, o clube conseguiu chegar à final, do Campeonato de Portugal em 1929, onde perdeu para o Belenenses por 3-1, no Campo de Palhavã.

Indiscutivelmente o período de maior sucesso do clube veio apenas alguns anos após a criação do Atlético Clube de Portugal.

É um dos históricos clubes de Portugal e o quarto maior da cidade de Lisboa, depois do Sport Lisboa e BenficaSporting Clube de Portugal e o Clube de Futebol "Os Belenenses".

Foi, em tempos, uma das grandes potências do futebol lusitano, discutindo taco-a-taco os primeiros lugares das competições nacionais. Em 1944 e 1950 consegue o 3º Lugar ficando à frente de clubes como o F.C. Porto e oBelenenses. Em 1951 mantém-se na ribalta com o 4º Lugar.

Ainda na década de 40, o sucesso transbordou para a Taça de Portugal onde o clube chegou a duas Finais em apenas 3 épocas. Em 1946 disputou a final com o Sporting tendo perdido por 4-2. Na final seguinte o Benfica levou a melhor vencendo por 2-1.

A 23 de Outubro de 1950 foi feito Oficial da Ordem Militar de Cristo.3

 

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Instalações Desportivas :

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Bingo :

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Sede :

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Edifício do Atlético Clube de Portugal  - 1907 
Rua Prior do Crato nº 135/137, tornejando com Rua João de Oliveira Miguéns nº 76/84
Autores: Guilherme Francisco Baracho

 

Foi edificado para os Armazéns da Casa do Povo d’Alcântara, sendo relevante a sua presença urbana, a contemporaneidade do desenho das fachadas e dos materiais construtivos utilizados. Insere-se no que pode ser considerado o 1º período cronológico novecentista, que abrange o primeiro quartel do século até à emergência das Artes Decorativas e do Modernismo. É o aparecimento de novos materiais construtivos e novos programas como, entre outros, escolas, grandes armazéns como o presente e outros equipamentos. Destaca-se pela composição e expressão formal dos alçados, com saliência para os grandes vãos envidraçados que dialogam harmoniosamente com a grande variedade dos materiais usados. É notório o ecletismo da concepção, tão afim a este período temporal.
(in C.M.L. -Património Cultural - Imóveis Classificadosde Interesse Municipal)
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(Material recolhido para publicação na página-Facebook da Universidade Sénior de Alcântara, ao abrigo do artº 75 do Código do Direito do Autor)

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NelitOlivas

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Efeméride-Cultural do Dia - 30/8

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A 30 de Agosto de 1585, falece Andrea Gabrieli - compositor italiano (n. 1532).

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Andrea Gabrieli (1532/1533? – 30 de agosto de 1585) foi um compositor e organista italiano da Alta Renascença. Tio do famoso Giovanni Gabrieli, foi o primeiro membro renomado da escola veneziana de compositores, e foi extremamente influente na propagação do estilo veneziano na Itália e na Alemanha. Próximo ao ano de 1550, foi ativo nos domínios de Verona e, de 1564 até sua morte, trabalhou na Basílica de São Marcos em Veneza.

Deixou numerosas composições de música sacra (motetossalmosmissas, um "Glória" a 16 vozes e um outro) e profana (quase 250 madrigais). De entre suas composições instrumentais mencionamos as tocatas para órgão, as canções, os ricercari e a música de conjunto.

Entre seus alunos, estão seu sobrinho Giovanni Gabrieli e Hans Leo Hassler... (-in Wikipédia)

Expressão Musical :

Uma expressão muito virtuosa foi o que tornou as suas tocatas para órgão importantíssimas para a música do século XVI e gerou, assim, uma importante transformação. De fato, estas tocatas, com caráter de improvisação e ricas de passagens virtuosísticas, em grande escala, introduzem uma nova atitude em relação à música instrumental.

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Principais Composições:

  • Duas composições corais a oito e a doze vozes, escritas para o Rei da Polônia.
  • Uma coletânea de madrigais a três, quatro e seis vozes (cerca de 250).
  • Canções sacras (1565), para órgão.
  • Tocatas.
  • Ricercari.
  • 4 coros para ' Édipo Rei de Sófocles.
  • 110 motetos de quatro a doze vozes.

7 salmos davídicos a seis vozes. 4 missas a seis vozes. As greghesche, composições cantadas em um dialeto misto entre veneziano, dálmata e grego.

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(Material recolhido para publicação na página-Facebook da Universidade Sénior de Alcântara, ao abrigo do artº 75 do Código do Direito do Autor)

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NelitOlivas

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Momento Poético

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Benditos :

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Já fui neve no mar 
Já fui espada na mão 
Já fui a corda da lira a vibrar 

Já fui servo de um Deus 
Vida e morte num momento 
Já nasci no barlavento 
Já fui erva no chão 

Bendito seja o pão 
Bendita seja a flor 
Benditas as portas do amor 

Já fui servo de um Deus 
Vida e morte de um momento 
Já nasci no barlavento 
Já fui erva no chão 

Já fui favo de mel 
Cajado de pastor 
Já fui nuvem correndo no céu 

Já fui ceptro de um rei 
Arco-íris num instante 
Já fui vento do levante 
Já fui andarilho e cantor 

Bendita seja a paz 
Bendita sejas tu 
Benditos os peixes do azul 

Já fui ceptro de um rei 
Arco-íris num instante 
Já fui vento do levante 
Já fui andarilho e cantor

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Zeca Afonso

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(Material recolhido para publicação na página-Facebook da Universidade Sénior de Alcântara, ao abrigo do artº 75 do Código do Direito do Autor)

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NelitOlivas

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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

Sociedade Filarmónica Alunos Esperança/Marcha de Alcântara

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Visita à Sociedade Filarmónica Alunos Esperança (SFAE)

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Na sequência do que tem vindo a ser a nossa prática de contactos com as instituições sociais, educativas, culturais, recreativas... da freguesia, um grupo de candidatos da nossa lista do BE de Alcântara foi visitar no passado dia 28 de Setembro, desta vez, a Sociedade Filarmónica Alunos Esperança, sociedade que é conhecida, como a colectividade que faz a Marcha de Alcântara.

A visita foi muito interessante. Percorremos, com dois diligentes membros da SFAE, um pouco do passado desta sociedade, fundada em 1850 e considerada, conforme nos informaram, a 1ª Sociedade Filarmónica de Lisboa, a 2ª de Portugal e, a 4ª da Europa. Um excelente palmarés, cuja qualidade pudemos observar, pelo conjunto de troféus e álbuns fotográficos que tivemos oportunidade de conhecer.
Deliciámo-nos com as imagens das belas e importantes marchas de Lisboa, em que a Sociedade participa, desde 1932.

Sobre o relacionamento com a autarquia, alguns problemas houve, no passado, mas que, actualmente, estão ultrapassados, verificando-se uma boa colaboração e repostas positivas às suas necessidades, sobretudo, de espaço.
As suas actuais instalações, num prédio de habitação, da Rua de Alcântara, onde se fizeram obras de reabilitação, não servem para todos os trabalhos necessários à produção das Marchas, pelo que têm utilizado outros locais da freguesia: a Sociedade Promotora, a própria Junta e Freguesia e o polidesportivo no Cabrinha.
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Outra dificuldade que registam é o pagamento das cotas dos associados. “Hoje ninguém paga cotas!” lastimam os nossos anfitriões.
Ainda que funcionem com algum desporto de jovens e seniores, queixam-se, sobretudo, do facto de os jovens preferirem, hoje em dia, passar os seus tempos livres na “Docas” e no “24 de Julho” e não em actividades associativas. - (in wordpress B.E.)
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NelitOlivas

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Efeméride Cultural do Dia - 29/8

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A 29 de Agosto de 1915 - nasce Ingrid Bergman, atriz sueca (falecendo a 29 de Agosto de 1982).

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Ingrid Bergman (Estocolmo29 de Agosto de 1915 — Londres29 de Agosto de 1982) foi uma premiada actriz sueca, considerada por muitos uma das maiores estrelas do cinema de todos os tempos. Conquistou dois Oscares de Melhor Atriz principal, e um de Melhor Atriz secundária... - (in Wikipédia)

Filmografia :

Prémios :

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NelitOlivas

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Momento Poético

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Lisbon Revisited (1923) :

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NÃO: Não quero nada. 
Já disse que não quero nada. 

Não me venham com conclusões! 
A única conclusão é morrer. 

Não me tragam estéticas! 
Não me falem em moral! 

Tirem-me daqui a metafísica! 
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas 
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) — 
Das ciências, das artes, da civilização moderna! 

Que mal fiz eu aos deuses todos? 

Se têm a verdade, guardem-na! 

Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica. 
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo. 
Com todo o direito a sê-lo, ouviram? 

Não me macem, por amor de Deus! 

Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável? 
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa? 
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade. 
Assim, como sou, tenham paciência! 
Vão para o diabo sem mim, 
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! 
Para que havemos de ir juntos? 

Não me peguem no braço! 
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho. 
Já disse que sou sozinho! 
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia! 

Ó céu azul — o mesmo da minha infância — 
Eterna verdade vazia e perfeita! 
Ó macio Tejo ancestral e mudo, 
Pequena verdade onde o céu se reflete! 
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje! 
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta. 

Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo... 
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho! 
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Álvaro de Campos, in "Poemas" 
(Heterónimo de Fernando Pessoa)

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(Material recolhido para publicação na página-Facebook da Universidade Sénior de Alcântara, ao abrigo do artº 75 do Código do Direito do Autor)

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NelitOlivas

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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2014

Parque Florestal de Monsanto

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Parque Florestal de Monsanto
Monsanto 6.JPG
ConcelhoLisboa
FreguesiaBenfica
São Domingos de Benfica
Campolide
Santa Maria de Belém
São Francisco Xavier
Ajuda
Alcântara
Inauguração1934
Área1000 ha


Parque Florestal de Monsanto situa-se na Serra de Monsanto, no concelho de Lisboa. Tem uma área de 1000 hectares, cerca de 10% do concelho de Lisboa, integrando o território de sete freguesias:

É o principal pulmão da capital portuguesa. O parque inclui espaços lúdicos que proporcionam aos habitantes e visitantes várias atividades, tais como desportos radicais, caminhadas, atividades ao ar livre, peças de teatroconcertosfeirasexposições, e vistas únicas sobre a cidade de Lisboa e concelhos limítrofes, o estuário do rio Tejo e o oceano Atlântico.

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Corredor Verde de Monsanto permite um acesso direto ao Parque para peões e ciclistas provenientes da Baixa de Lisboa e do Parque Eduardo VII.

A obra liga o Parque Eduardo VII ao Parque Florestal de Monsanto, atravessando a Avenida Gulbenkian através de uma ponte pedonal, inaugurada em Setembro de 2009 baptizada com o nome de Gonçalo Ribeiro Telles, em homenagem ao arquitecto.

Neste projecto foram investidos cerca de cem mil euros, tendo a maior parte das verbas sido conseguidas através de parcerias com empresas como a Vodafone – que inaugurou uma ponte pedonal e ciclável, por cima da Rua Marquês de Fronteira, e criou uma aplicação gratuita para smartphones e tablets com informação sobre aquela área verde –, contrapartidas do jogo do Casino de Lisboa e fundos do Quadro de Referência Estratégico Nacional.

História :

Vista do rio Tejo e da margem Sul a partir do Parque Florestal de Monsanto
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No século XIX, a serra de Monsanto era coberta por searas e por pastos para gado. A importância da produção cerealífera é atestada pelos inúmeros vestígios de moinhos de vento. Tinha também várias pedreiras em actividade, de onde se extraía a matéria-prima para a crescente demanda urbanística da Lisboa da época.

Em 1868 surge a ideia de arborizar o que seria o Parque Florestal de Monsanto, para, a exemplo do Bosque de Bolonha, em Paris, ser um grande parque de passeio dos Lisboetas. Mas só em 1929 foi criada a primeira comissão para elaborar plano de arborização da Serra de Monsanto.

A iniciativa partiu do Ministro da Agricultura, o tenente-coronel Linhares de Lima, que planificou a arborização da Serra de Monsanto. O seu objetivo era «(…) melhorar o clima da cidade, protegendo-a dos ventos e beneficiando-a com um parque monumental(…)».

O engenheiro da Câmara MunicipalAntónio Abrantes fez o plano no qual «toda a serra será arborizada respeitando apenas em torno do posto semafórico, uma zona indispensável à garantia da sua eficiência. Os moinhos que abundam na serra serão aproveitados para pequenas casas de chá, independentemente da construção de um ou vários pavilhões (…) e em torno deste grande parque, de acidentado terreno e belos horizontes, haverá uma avenida de onze quilómetros de extensão (…) que ligará com o futuro Estádio Nacional e terá comunicação com (…) o largo da Torre de Belém».

Jardim de Montes Claros, Monsanto (Arq. Keil do Amaral)
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Em 1934 foi promulgado o Decreto-Lei nº 24625, pelo então Ministro das Obras Públicas Engenheiro Duarte Pacheco, lei que propõe a criação do Parque Florestal de Monsanto estabelecendo um prazo de seis meses para a elaboração do projecto. Que impõe à CML a sua divulgação e promoção, ao Ministério da Agricultura a sua arborização, e definindo um regime de expropriações inédito em Portugal. Em 1938, embora o prazo estabelecido pela lei criada por Duarte Pacheco já tenha expirado, é contratado o Arquitecto Francisco Keil do Amaral para o projectar, e o Parque começa a ser uma realidade.

A árida Serra de Monsanto tornou-se palco de uma guerra pacífica, na qual a Mocidade Portuguesa tem o papel de criar vida, plantando milhares de árvores, que hoje revestem a Serra, com a urgência que envolvia todo o projecto. As poucas árvores que existiam na Serra eram as da Mata de São Domingos de Benfica, as da Tapada da Ajuda, e ainda algumas oliveiras que ladeavam as estradas que dividiam os terrenos.

À Mocidade juntaram-se os trabalhadores desses terrenos e os prisioneiros do Forte de Monsanto, numa luta contra o tempo, plantando árvores de crescimento rápido como a Acácia Austrália (Acácia melanoxylon) e o eucalipto (Eucaliptus globulus lab). Plantaram também pinheiros mansos (Pinus pinea), pinheiros de alepo (Pinus halepensis) e Cedros do Bugaço (Cupressus lusitanicus) com um carácter de recreio, e espécies típicas da floresta portuguesa, como o Carvalho Cerquinho (Quercus faginea), o Sobreiro (Quercus suber) e a Azinheira (Quercus rotundifolia), com um intuito didáctico.

Ao mesmo tempo que prosseguem as plantações, Keil do Amaral faz uma viagem de investigação pela Europa, aos parques urbanos de Inglaterra, França, Alemanha e Holanda.

Jardim de Montes Claros, Monsanto (Arq. Keil do Amaral)
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Em Monsanto, Keil do Amaral optou pela imagem de bosque selvagem interrompido apenas por percursos essenciais, aproveitando-se das vistas e ambientes que a Serra acidentada oferecia. Quanto à metodologia, foi o Boschplan, em Amesterdão, ainda em execução quando Keil do Amaral o visitou, que mais atenção lhe captou. Desde os diversos estudos elaborados por diversas equipas de diferentes especialidades, até à forma como atraíam o interesse dos cidadãos, era um projecto muito bem estruturado e programado, que poucos imprevistos teria devido á exaustiva preparação de todos os aspectos. Em Portugal não era possível tal detalhe, a intenção de criar um parque público já tinha muitas décadas e a urgência em melhorar a imagem do acesso a Lisboa acelerou o processo, sendo Duarte Pacheco o principal responsável pelo avanço de várias obras públicas que há muito eram desejadas. Obras que modernizaram Lisboa, mantendo o seu carácter português.

O plano foi executado por secções, os trabalhos de arborização iam avançando consoante eram realizadas as expropriações, e ao mesmo tempo era construída a auto-estrada e os equipamentos. As intervenções começaram na 1ª e 2ª zona, que corresponde à faixa poente da Serra, entre o estádio do Pina Manique e Montes Claros. É nesta fase que se desenvolvem vários projectos de Miradouros, como o Miradouro e Casa de Chá de Montes Claros, o Miradouro dos Moinhos do Mocho, o Miradouro Moinho de Alferes, o Miradouro Pedreira do Penedo e o Miradouro da Luneta dos Quartéis. Este ultimo alberga agora também um restaurante, mas cujos moinhos se encontram abandonados e degradados.

Clube de ténis (Arq. Keil do Amaral)
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Em 1940 foi projectado o Centro de Desportos do qual só foi construído o seu miradouro. Localizado perto da actual Alameda Keil do Amaral que foi em 2003 transformada em zona de desportos radicais e de manutenção física bastante frequentada. São cerca de 1300 metros de circuito livre de automóveis com uma área todo-o-terreno para BTT, um ringue com obstáculos e rampas para skate, BMX e patins, um circuito de manutenção, um parque de merendas e um anfiteatro com vista para o Rio Tejo e para a margem sul.

Em 1943, morre o Engenheiro Duarte Pacheco, vítima de um acidente de viação, não vendo concluída a sua obra.

A ampliação da Casa de Chá dos Montes Claros para Restaurante aconteceu em 1949, não se alterando o seu miradouro; este é também o ano da concretização do Clube de ténis. Em 1953 foram projectados os Parques Infantis do Alvito e o do Alto da Serafina, este último não construído na altura. Eram equipamentos inovadores na época, sendo a primeira vez em Portugal que se fazia parques especificamente para crianças.

No panorama habitacional foram construídos, pela CML, o Bairro da Boavista, projectado por Keil do Amaral em 1943, o do Caramão em 1945, e o Bairro de Caselas, em 1947.

Parque do Alvito
Parque do Alto da Serafina
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Após as obras de Keil do Amaral foram feitas muitas outras levando ao desespero de quem luta por manter os limites definidos pelo plano Gröer que não chegaram a ser legalmente estabelecidos. Alguns terrenos privados, como as Quintas de St.º António e S. José, a Fábrica do Rajá e outros de pequenas dimensões, não chegaram a ser expropriados. Construiu-se o centro emissor da RTP - Rádio Televisão Portuguesa em 1952, o Quartel da Força Aérea, em 1955, e o Bairro da GNR em 1958, em 1962, são cedidos terrenos ao Clube Português de Tiro ao Chumbo, equipamentos não previstos no plano de Keil do Amaral.

É nos anos 90 que surge Parque Urbano do Alto da Serafina, constituído pelo Parque Recreativo do Alto da Serafina, que tem diversas atracções infantis, e o Parque do Calhau, ideal para jogos ao ar livre, passeios e para contemplar Lisboa. Entre ambos foi criado um caminho que acompanha o Aqueduto das Águas Livres fazendo a ligação pedonal contínua entre Campolide e a Buraca. Com a solicitação de várias escolas interessadas em programar actividades educativas no Parque surgiu, em 1993, o Parque Ecológico de Monsanto. O Parque Ecológico tem uma zona vedada com três lagos artificiais, uma ETAR , dois observatórios e o CRESPEM , á qual são feitas visitas guiadas. Para apoiar o Parque Ecológico foi construído, em 1996, um Centro de Interpretação, actualmente chamado de Espaço Monsanto. Lá são programadas diversas actividades, para todas as idades mas em especial para crianças, de sensibilização ambiental e conhecimento do Parque Florestal de Monsanto. Em 1999 a Mata São Domingos de Benfica é recuperada, tendo um novo campo de jogos e uma parede de escalada, e o Parque Recreativo dos Moinhos de Santana é aberto ao público, tendo os seus dois moinhos em funcionamento, com parque infantil, anfiteatro e restaurante.

Actualmente, o Parque Florestal de Monsanto, tem a dimensão aproximadamente de 900ha, mas já teve cerca de 1000ha, tendo sido cedido em 2005 uma extensa faixa para possibilitar a construção da Radial de Benfica. É da responsabilidade da DMAU, do DAEV e da DESA, entidades que se preocupam em garantir a segurança e as condições necessárias, para que se possa usufruir de tudo o que Monsanto tem para oferecer. Assiste-se em Lisboa obras que põem em prática o Plano do Corredor Verde, pensado pelo Arquitecto Paisagista Gonçalo Ribeiro Telles há mais de trinta anos atrás, sendo o responsável pela decisão de avançar com as obras é o vereador dos Espaços Verdes da Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes.

O Corredor Verde é um plano que tem o objectivo de ligar entre si todos os espaços verdes desde o Parque Eduardo VII até Monsanto. Estão previstas, e já em construção, diversas ciclovias, pontes e passagens de peões, recuperação e melhoramento do parque de estacionamento, e equipamentos de apoio, como uma recepção em Campolide, cafetarias, aluguer de bicicletas e carrinhos eléctricos. Espera-se que este plano se concretize e ligue os lisboetas e Lisboa ao seu afamado, mas pouco usufruído, “pulmão”… - (in Wikipédia)

.

 

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(Material recolhido para publicação na página-Facebook da Universidade Sénior de Alcântara, ao abrigo do artº 75 do Código do Direito do Autor)

 .

NelitOlivas

publicado por picareta escribante às 06:31
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