Segunda-feira, 30 de Junho de 2014

Convento do Calvário/P.S.P.

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Convento do Calvário :

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Quase em frente ao Convento de Nossa Senhora da Quietação, foi instituído em 1617 por bula do papa Paulo V a instâncias de Dona Violante de Noronha, o Mosteiro do Monte Calvário das religiosas observantes franciscanas . O edifício conserva a sua traça original, e nele se encontra instalada  Escola Prática de Polícia.

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(in  "Lisboa - comparações com outros tempos")

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Mosteiro do Monte Calvário / Edifício da Polícia de Segurança Pública do Calvário / Escola Prática de Polícia

 
Portugal, Lisboa, Alcântara
 

Mosteiro fundado em 1600 por D. Violante de Noronha, pertencente à jurisdição da Província de Portugal, nele professava-se a regra menos rigorosa das Clarissas, a Urbanista. O terramoto de 1755 destruiu completamente o edifício, obrigando as religiosas a abandonar o local. Perante a inviabilidade da sua reconstrução, foi transformado em recolhimento e construída uma pequena capela anexa. No início do século 20 instala-se no local uma esquadra da PSP; nas décadas de 1930 e de 1950 foram efetuadas obras de remodelação no imóvel, com o objetivo de aí instalar a Escola Prática da Polícia, promovendo-se a construção de um terceiro piso, mas mantendo-se a estrutura do claustro primitivo. No edifício subsistem algumas dependências abobadadas, primitivas. No local da antiga cerca, de pequeníssimas dimensões, instalou-se um novo edifício, também pertencente à Escola Prática da Polícia :

(in Site do SIPA)

FOTO.00886939

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Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna (ISCPSI) é um estabelecimento de ensino superior público universitário policial, destinado a formar os Oficiais da Polícia de Segurança Pública de Portugal. O ISCPSI tem por missão ministrar formação inicial e ao longo da vida aos oficiais de polícia da Polícia de Segurança Pública (PSP), através de ciclos de estudos conducentes à obtenção de graus académicos em ciências policiais e de ciclos de estudos não conferentes de grau académico, nos termos da legislação aplicável.

ISCPSI está instalado na Rua 1º de Maio, nº 3 em Alcântara, na cidade de Lisboa.

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(Material recolhido para publicação na página-Facebook da Universidade Sénior de Alcântara, ao abrigo do artº 75 do Código do Direito do Autor)

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NelitOlivas

publicado por picareta escribante às 06:06
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Alcântara - antes e depois

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Rua de Cascaes, em Alcântara - (1910): 

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NelitOlivas

publicado por picareta escribante às 05:53
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Momento Poético

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Ser aquele :

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Se estou só, quero não estar,
Se não estou, quero estar só,
Enfim, quero sempre estar
Da maneira que não estou.

Ser feliz é ser aquele.
E aquele não é feliz,
Porque pensa dentro dele
E não dentro do que eu quis.

A gente faz o que quer
Daquilo que não é nada,
Mas falha se o não fizer,
Fica perdido na estrada.

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(Material recolhido para publicação na página-Facebook da Universidade Sénior de Alcântara, ao abrigo do artº 75 do Código do Direito do Autor)

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NelitOlivas

publicado por picareta escribante às 05:34
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Domingo, 29 de Junho de 2014

Alcântara - ontem e hoje

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Entrada das ruas Fábrica da Pólvora, da Cruz e do Alvito :

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NelitOlivas

publicado por picareta escribante às 06:11
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Momento Poético

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Vou de comboio...

Vou

Mecanizado e duro como sou 
Neste dia, 
E mesmo assim tu vens, tu me visitas! 
Tu ranges nestes ferros e palpitas 
Dentro de mim, Poesia! 

Vão homens a meu lado distraídos 
Da sua condição de almas penadas; 
Vão outros à janela, diluídos 
Nas paisagens passadas... 
E porque hei-de ter eu nos meus sentidos 
As tuas formas brancas e aladas? 

Os campos, imprecisos, nos meus olhos, 
Vão de braços abertos às montanhas; 
O mar protesta contra não sei quê; 
E eu, movido por ti, por tuas manhas, 
A sonhar um painel que se não vê! 

Porque me tocas? Porque me destinas 
Este cilício vivo de cantar? 
Porque hei-de eu padecer e ter matinas 
Sem sequer acordar? 

Porque há-de a tua voz chamar a estrela 
Onde descansa e dorme a minha lira? 
Que razão te dei eu 
Para que a um gesto teu 
A harmonia me fira? 

Poeta sou e a ti me escravizei, 
Incapaz de fugir ao meu destino. 
Mas, se todo me dei, 
Porque não há-de haver na tua lei 
O lugar do menino 
Que a fazer versos e a crescer fiquei? 

Tanto me apetecia agora ser 
Alguém que não cantasse nem sentisse! 
Alguém que visse padecer, 
E não visse... 

Alguém que fosse pelo dia fora 
Neutro como um rapaz 
Que come e bebe a cada hora 
Sem saber o que faz... 

Alguém que não tivesse sentimentos, 
Pressentimentos, 
E coisas de escrever e de exprimir... 
Alguém que se deitasse 
No banco mais comprido que vagasse, 
E pudesse dormir... 

Mas eu sei que não posso. 
Sei que sou todo vosso, 
Ritmos, imagens, emoções! 
Sei que serve quem ama, 
E que eu jurei amor à minha dama, 
À mágica senhora das paixões. 

Musa bela, terrível e sagrada, 
Imaculada Deusa do condão: 
Aqui vou de longada; 
Mas aqui estou, e aqui serás louvada, 
Se aqui mesmo me obriga a tua mão!

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Miguel Torga 

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(Material recolhido para publicação na página-Facebook da Universidade Sénior de Alcântara, ao abrigo do artº 75 do Código do Direito do Autor)

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NelitOlivas

publicado por picareta escribante às 06:02
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Convento das Flamengas

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Dedicado a Nª Sra. da Quietação, teve origem num grupo de freiras holandesas que se refugiaram em Lisboa. Fundado, em 1582, com o apoio de Filipe II, foi projectado por Nicolau de Frias. A sua igreja, de nave única, apresenta fachada de grande simplicidade. Tendo sofrido pouco com o terramoto de 1755, destacam-se no interior: o silhar de azulejos da nave e capela-mor, datado de 1760 por Santos Simões, que representam as atribulações das freiras flamengas; a imagem de Nª Sra. da Quietação exposta no altar-mor; o pavimento de mármores polícromos, a pintura do tecto de madeira e os 2 arcazes da sacristia; E a riqueza decorativa do antecoro, que alia azulejos, talha dourada e composições pictóricas de Bento Coelho da Silveira. As dependências do convento estão actualmente adaptadas a habitação colectiva. - (in Site da C.M.L.).

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Mosteiro e Igreja de Nossa Senhora da Quietação / Mosteiro das Flamengas

Arquitetura religiosa, maneirista e barroca. Mosteiro feminino de clarissas xabreganas capuchinhas, composto por igreja e zona regral adossada, desenvolvida em torno de um claustro e um pátio, com pequeno terreiro de acesso e cerca na fachada posterior. Igreja de planta retangular simples, com eixo longitudinal interno e acesso laterais, composta por nave e capela-mor, tendo coberturas em falsas abóbadas de berço, pintadas e ornadas a estuque, iluminada unilateralmente por janelas rasgadas na fachada principal. Para a nave abre o coro-alto, com tribuna acedida pela parede da nave, e possui duas capelas laterais confrontantes e um púlpito; a capela-mor, elevada, possui retábulo de talha dourada tardo-barroca, tendo adossada, à parede testeira, a sacristia de fora, com acesso para o terreiro. A zona regral desenvolve-se em torno do claustro principal, de dois pisos, com vãos retilíneos e tanque central. No claustro de baixo, surgem a portaria, roda, locutório, todos com acesso por um pátio, onde se situa a casa da veleira e que acede à casa do capelão, surgindo, ainda, um celeiro, a sacristia de dentro, a Casa do Capítulo, refeitório, cozinha e casa da abadessa. No piso superior, o ante-coro, coro-alto, com sacrário e acesso por tribuna, possuindo comungatório, os dormitórios, a enfermaria e o confessionário. A cerca possui horta e zona de cultivo. Possui afinidades enormes com o outro Mosteiro de Capuchinhos, o do Crucifixo, vulgo Francesinhas. - (do Site do SIPA).

 

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(Material recolhido para publicação na página-Facebook da Universidade Sénior de Alcântara, ao abrigo do artº 75 do Código do Direito do Autor)

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NelitOlivas

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Sábado, 28 de Junho de 2014

Momento Poético

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A Moleirinha :

Pela estrada plana, toque, toque, toque,
Guia o jumentinho uma velhinha errante.
Como vão ligeiros, ambos a reboque,
Antes que anoiteça, toque, toque, toque,
A velhinha atrás, o jumentito adiante!...

Toque, toque, a velha vai para o moinho,
Tem oitenta anos, bem bonito rol!...
E contudo alegre como um passarinho,
Toque, toque, e fresca como o branco linho,
De manhã nas relvas a corar ao sol.

Vai sem cabeçada, em liberdade franca,
O jerico ruço duma linda cor;
Nunca foi ferrado, nunca usou retranca,
Tange-o, toque, toque, a moleirinha branca
Com o galho verde duma giesta em flor.

Vendo esta velhita, encarquilhada e benta,
Toque, toque, toque, que recordação!
Minha avó ceguinha se me representa...
Tinha eu seis anos, tinha ela oitenta,
Quem me fez o berço fez-lhe o seu caixão!...

Toque, toque, toque, lindo burriquito,
Para as minhas filhas quem mo dera a mim!
Nada mais gracioso, nada mais bonito!
Quando a virgem pura foi para o Egipto,
Com certeza ia num burrico assim.

Toque, toque, é tarde, moleirinha santa!
Nascem as estrelas, vivas, em cardume...
Toque, toque, toque, e quando o galo canta,
Logo a moleirinha, toque, se levanta,
P’ra vestir os netos, p’ra acender o lume...

Toque, toque, toque, como se espaneja,
Lindo o jumentinho pela estrada chã!
Tão ingénuo e humilde, dá-me, salvo seja,
Dá-me até vontade de o levar à igreja,
Baptizar-lhe a alma, p’ra a fazer cristã!

Toque, toque, toque, e a moleirinha antiga,
Toda, toda branca, vai numa frescata...
Foi enfarinhada, sorridente amiga,
Pela mó da azenha com farinha triga,
Pelos anjos loiros com luar de prata!...

Toque, toque, como o burriquito avança!
Que prazer d’outrora para os olhos meus!
Minha avó contou-me quando fui criança,
Que era assim tal qual a jumentinha mansa
Que adorou nas palhas o menino Deus...

Toque, toque, é noite... ouvem-se ao longe os sinos,
Moleirinha branca, branca de luar!...
Toque, toque, e os astros abrem diamantinos,
Como estremunhados querubins divinos,
Os olhitos meigos para a ver passar...

Toque, toque, e vendo sideral tesoiro,
Entre os milhões d’astros o luar sem véu,
O burrico pensa: Quanto milho loiro!
Quem será que mói estas farinhas d’oiro
Com a mó de jaspe que anda além no Céu!

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Guerra Junqueiro (Os Simples)

 

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(Material recolhido para publicação na página-Facebook da Universidade Sénior de Alcântara, ao abrigo do artº 75 do Código do Direito do Autor)

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NelitOlivas

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Quinta Real de Alcântara

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Quinta Real de Alcântara :

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Remonta ao tempo de D. João IV, o Restaurador, a fundação a Tapada da Ajuda, ou à época filipina? Ainda hoje não se tem a certeza.

 

Porém, a segunda vertente tem mais credibilidade porque sabe-se que “D. Filipe II nomeara D. Teodósio de Frias como arquitecto real do Paço de Alcântara em 1603 (fonte: Castelo-Branco, 1996, pp. 120) e em 1610, nomeava-o mestre de obras do Paço da Ribeira, por falecimento do seu pai, Nicolau de Frias (…). O Palácio de Alcântara no início do século XVII não deveria passar de uma modesta casa de campo na qual Filipe II mandou fazer algumas obras.”(Cardoso, 1992).

O Palácio Real de Alcântara encontrava-se situado no lado direito da rua que sai do Arco para Sto. Amaro (em 1765 denominava-se Rua de S. Joaquim, correspondendo à actual Rua 1º de Maio), seguindo-se à então Rua Direita do Ferrador (actual Rua Direita de Alcântara).

 

Frente ao Paço, situado a sul do já então Largo do Calvário encontravam-se as enormes cocheiras reais; em 1903 aí existia o Clube de Lisboa (ou o Clube do Calvário) e só em 1911 foi instalada a Sociedade Promotora de Educação Popular,(Freire, 1929, pp.151), com fachada também para a velha Rua de Santo António, edifício que ainda hoje lá se encontra.

 

Para Oeste do Palácio Real, segue-se o Mosteiro da Nª. Sr.ª da Quietação (conhecido por Mosteiro das Flamengas de 1582, que se situa na esquina da Rua 1º de Maio com a Rua Leão de Oliveira). Em frente deste situa-se o Convento do Calvário, edificado em cerca de 1600, e em cuja antiga igreja está hoje instalada uma esquadra de polícia.

 

Para Este existia a Quinta Real, limitada por um muro alto que se estendia até à esquina da Rua da Creche de Vítor Manuel – Asilo, a actual Rua José Dias Coelho.

Figura :  Rua José Dias Coelho actualmente. Era a antiga Rua da Creche vista do Largo do Calvário (terrenos da Quinta da Ninfa) (Freire, 1929, pp.155).

 

Os terrenos da propriedade da Quinta Real do Calvário eram constituídos pelo Calvarinho, a Quinta do Teixeira, a Quinta do Cemitério, a Quinta da Ninfa, a fazenda dos Quartos de El-Rei e aos demais terrenos da Tapada.

A quinta seria, naturalmente, ornada com repuxos ou cascatas e ainda com estátuas. E segundo um desenho da época (Baldi, 1669), é revelada uma mancha de arvoredo por detrás das casas e do palácio, que já então deveria ser bastante espesso, proporcionando sombras amenas e convidativas.

É natural, portanto a predilecção que os reis votaram  a esta sua quinta e «bosque» anexo (Tapada de Alcântara ou Ajuda), particularmente D. João IV e o seu filho mais velho, D. Afonso VI, que em 1662 mudou de residência, do Paço da Ribeira para Alcântara. O mesmo veio a acontecer, com “D. Pedro II que, após o seu casamento com D. Maria Francisca, aí se istalou durante algum tempo e aí veio a falecer …” (Castelo-Branco, 1996).

 

Quanto aos limites da Quinta Real, seriam aproximadamente os do local que hoje está circunscrito a Norte pela Rua dos Lusíadas, a poente pela Rua Leão de Oliveira e a nascente pela Rua José Dias Coelho, como se pode observar na planta do sítio do Calvário, de 1844. 

 

 

 

     

 

 

     

Palácio do Calvário

1. Parte concedida à Marquesa de Valença
2. Cavalariças
3. Parte concedida ao Barão de Campanhã
4. Palheiro
5. Parte concedida ao Vedor da Casa Real
8. Casa de venda de produtos da Quinta Real 
9. Casa do Hortelão

Quinta Real

13. Pomar da Horta

24. Vinha de Baixo

14. Pomar do Cemitério

25. Vinha de Cima

15. Grande Lago

26. Mosteiro das Flamengas

16. Horta ajardinada

27. Cerca do Mosteiro das Flamengas

17. Pomar do Teixeira

28. Hospício do Mosteiro das Flamengas

18. Horta dos Arcos

29. Horta do Mosteiro das Flamengas

19. Pomar do Calvarinho

30. Colégio do Calvário

20. Quinta da Ninfa

31. Cerca do Calvário

21. Pomar de Reserva

32. Capela da Caridade

22. Pomar do Jardim

33. Igreja Paroquial de S. Pedro de Alcântara

23. Jardim do Palácio

 

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“A Quinta d’el Rei tinha uma entrada para o lado da Real Tapada da Ajuda  e encontrava-se dividida em duas partes por um arruamento murado de ambos os lados de direcção N/S”, com a ligação às hoje denominadas, Calçada da Tapada e Rua de Alcântara”. (Matos,1994). Este arruamento denominava-se Rua do Carro (correspondendo à actual Rua José Dias Coelho).

Toda a quinta se encontrava dividida em vários sectores, com funções diferentes, desde “zonas mais nobres para deleite de suas majestades até talhões de diversas culturas, como vinha, milho, feijão e várias hortícolas, com a particularidade de, no tempo de João Baptista Ravelasca, possuir canaviais de açúcar.” (Castelo-Branco, 1996).

Dentro dos limites da Quinta Real, a Norte, salienta-se a Quinta da Ninfa rodeada por um muro alto, que “… era apenas uma quinta de recreio, lindamente ajardinada, com largas ruas arborizadas e paradisíacos cantos de verdura. (…) Mesmo defronte ao actual portão da Tapada existia um enorme lago que tinha ao centro uma pequena ilha (…) e, um pouco mais ao nascente havia um caprichoso tanque, com a sua estátua de pedra.” (Freire, 1929).

 

Com o terramoto de 1755 , a família real que residia na altura nos Paços da Ribeira «fugiu» para os altos da Ajuda, abrigando-se na Quinta da Ninfa, “numa construção de madeira , que serviu de «palácio provisório», até se perder num fogo em 1796, obrigando a família real a mudar novamente de morada (desta vez para o Palácio de Queluz, recentemente concluído).” (Marques, 1995).

 

Em substituição da “Real Barraca” foi edificado o Palácio Nacional da Ajuda. O projecto de Francisco Xavier Fabri de 1795 teve início apenas em 1802, sofrendo várias alterações, sendo as mais profundas introduzidas por M. Caetano de Sousa. Hoje em dia, embora inacabado, é a maior residência real de Lisboa, fazendo parte do vasto património arquitectónico e arqueológico classificado como Monumento Nacional e Zona Especial de Protecção.

Em relação ao Paço de Alcântara, a frente do palácio caiu e foi reedificada com «mesquinhez». “Nos fins do século XVIII foi cedido a Francisco José Dias, que aí monta uma fábrica de chitas, e em 1808 quando termina a concessão, regressa à posse da Coroa que o deu para habitação gratuita das viúvas e criadas velhas da Casa Real”. (Matos,1994).

 

Entretanto, em Abril de 1780, uma parte da Quinta Real é doada por D. Maria I para a edificação da igreja de S. Pedro de Alcântara, na qual se utilizaram cantarias e pedras do Convento do Calvário, da parte que o terramoto destruíra.

 

Nos fins do século XVIII acentua-se o movimento de expansão da cidade na direcção de Alcântara e Belém.

Em meados do século XIX (1876), a Casa Real decidiu vender o velho e arruinado palácio, bem como todos os terrenos correspondentes à Quinta Real de Alcântara, para abertura de novos arruamentos e construção de novos edifícios, dando origem ao Bairro do Calvário, praticamente igual ao que hoje encontramos.

Enquanto no século XVII, a linha de costa da margem direita do Tejo, desde o Cais de Sodré até ao Restelo, “era formada por pequenas praias, um imenso sapal, estaleiros e a foz das ribeiras, das quais a de Alcântara era a menor.”  (Freire, 1929). 

No século XIX, a vontade de rectificação da linha de costa aumentou a necessidade de pôr em prática os projectos do “Grande Aterro”, e em 24 de Julho de 1858 principiou-se a sua construção, iniciando-se a grande modificação da fisionomia de Alcântara. Mas devido a várias reclamações, uma vez que os estaleiros deixariam de comunicar directamente com o rio, só em virtude de um projecto lei em 1884, assinado por Hintze Ribeiro e António Augusto de Aguiar, é que, em Outubro de 1887, a Câmara inaugura a obra. Uma grande parte da terra utilizada no Aterro era proveniente da Quinta Real de Alcântara, aquando a sua fragmentação para a construção do novo Bairro.

Se por um lado, a zona ribeirinha ficou «ligeiramente descongestionada» com a construção do aterro de Santos permitindo a abertura da Avenida 24 de Julho, que veio ligar o centro da cidade a Algés; por outro lado, Alcântara perdeu, no entanto, “a beleza e actividade própria de foz de uma ribeira com qualidades de enseada.” (Matos, 1994).


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(in, Tapada da Ajuda - Instituto Superior de Agronomia)

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(Material recolhido para publicação na página-Facebook da Universidade Sénior de Alcântara, ao abrigo do artº 75 do Código do Direito do Autor)

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NelitOlivas

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Fábricas de Alcântara

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Fábrica União :
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Companhia de Fiação Lisbonense :

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Fábrica da Pólvora :

[Fábrica da Pólvora (1939 Alcantâra)[5].jpg]

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Fábrica de Açúcar "Sidul" :

 

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(Material recolhido para publicação na página-Facebook da Universidade Sénior de Alcântara, ao abrigo do artº 75 do Código do Direito do Autor)

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NelitOlivas

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Sexta-feira, 27 de Junho de 2014

Palácio Real de Alcântara

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No século XVIII, Alcântara contava já com 600 habitantes. Existiam dois núcleos habitacionais, um perto ao longo de uma rua junto ao Palácio Real de Alcântara (actualmente rua 1º de Maio), e outro perto da ponte (actualmente ruas Vieira da Silva e das Fontainhas).

Terramoto de 1755 destruiu o Palácio Real de Alcântara, mas fez poucas vítimas. - (in Wikipédia)

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Desemboca a Rua de Alcântara no Largo do Calvário dominado pelo Palácio de Alcântara, fronteiro à Igreja das Flamengas, ao antigo Convento de Nossa Senhora da Quitação, que mereceu a preferência de alguns dos nossos monarcas e princípes (embora de arquitectura algo modesta), segundo os mais críticos. O Palácio Real de Alcântara edificado na área do actual Largo do Calvário, teve projecto do arquitecto régio Teodósio de Frias datado de 1606.
Ocupou o espaço de uma moradia e quinta de João Baptista Realesco, italiano, contratador da pimenta da Índia, que perdeu aqueles bens em favor da coroa, por insolvência de dívidas. Este edifício apenas reviveu depois da Restauração de 1640, quando voltou a ser residência sazonal de D. João IV. Caro à nossa realeza, foi esse palácio escolhido para a "investida e tomada de posse" de D. Afonso VI, a 21 de Junho de 1662.
Também nele procurou refugio a viúva do rei D. Carlos II de Inglaterra, D. Catarina, aquando do seu regresso a Portugal, em 1693.
Foi a morada mais assiduamente procurada por D. Pedro II, que a ocupou, não só durante a sua regência, como ao longo do seu reinado, até 1706, data em que faleceu.
O nefasto terramoto de 1755 deixou esta morada real, (também conhecida por Palácio do Calvário, devido ao Largo em que foi erigido), profundamente danificada. No entanto, depois de reconstruído, regressou à Coroa em 1808, passando a servir a Casa Real, albergando os seus criados e órfãos mais ilustres.
No GUIA DE PORTUGAL editado pela Fundação Calouste Gulbenkian diz-nos que «a rua do Livramento continua-se com a de Alcântara (...) onde está hoje o grande edifício que tem face para o Largo do Calvário e a Rua de Santo António, que era o velho Palácio de Alcântara ou do Calvário. Neste palácio, que foi primitivamente residência particular de um rico italiano, e depois "adquirida" por Filipe II de Espanha, habitaram D. João IV, D. Afonso VI e Pedro II. Foi aí que Afonso VI e Castelo Melhor se reuniram em 1662 para proclamarem revolucionariamente a maioridade do rei».
No Palácio do Calvário casaram D. Pedro II e D. Maria Francisca de Sabóia em 1668, tendo ali morrido esse soberano em 1706. Junto ao Paço de Alcântara ficava a grande Quinta chamada da ninfa, com jardins, hortas, lagos, etc., ocupando a actual Tapada da Ajuda a parte Norte dessa vasta propriedade, mandada plantar pelo Marquês de Pombal para nela o Rei D. José realizar as suas caçadas. - (in "Ruas de Lisboa com alguma história")
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(Tudo o que resta do Paço de Alcântara -
As cocheiras Reais - actual Promotora) :
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(Material recolhido para publicação na página-Facebook da Universidade Sénior de Alcântara, ao abrigo do artº 75 do Código do Direito do Autor)

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NelitOlivas

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